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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

MODELISMO EM PAPEL , MADEIRA E RECICLÁVEIS

 CHEVROLET COUPÊ - 1937

VERSÃO   -   PAPER  SLOT CAR



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O MODELO CONSTRUÍDO EM PAPEL 125 Gr , UTILIZA A MECÂNICA
  ( CHASSI / GUIA / EIXOS / RODAS / TRANSMISSÃO E MOTOR ) 
 " SCX - TUNING  SERIES - ESCALA  1/32 "


PROJETO ( PLANTA BAIXA ) PADRÃO
 DO MODELO CHEVROLET COUPE HOT 1937, 
APLICÁVEL PARA TRABALHOS EM PAPEL 125 Gr, 
LATA DE REFRIGERANTE E MDF.
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domingo, 15 de fevereiro de 2015

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO

UM ESTRANHO NO NINHO VENCE COM MOTOR EMPRESTADO
       
   (aconteceu na 21a Mil Milhas Brasileiras a 26/01/1992)


Esta Mil Milhas, foi realmente uma Mil Milhas muito diferente das outras que até então estávamos acostumados a acompanhar. A começar pela novidade da hora de largada, que em vez da tradicional largada noturna com arquibancadas completamente tomadas pelo público eufórico esta,  teve a sua largada ao meio dia de um sábado, com as arquibancadas mostrando grandes manchas da cor de cimento, porém por alguns segundos focada pelas grandes emissoras de televisão, "que sempre estiveram presente apóiando incondicionalmente o nosso tupiniquim esporte a motor".
Como toda Mil Milhas, o resultado surpreendente também faz parte da tradição, e logicamente nesta 21ª Mil Milhas Brasileiras, não poderia deixar de ser diferente das outras conforme veremos a seguir.
Os Opalas da categoria stock car mais os Mustang da dupla Denísio Casarini – Fábio Greco, e dos cariocas Paulo Lomba, Roberto Aranha e J. Botelho, desde os treinos vinham impondo um humilhante ritmo aos demais carros de menos potência, inclusive às duas BMW M3 originais de rua (Grupo N) da equipe alemã, que aqui aportara a convite da Regino (um dos patrocinadores). Esta "supremacia" para espanto da torcida se apresentou de tal forma, que estes Opalas e Mustangs acabaram dividindo entre si, as primeiras posições do grid de largada.
Ainda para infortunio da equipe alemã visitante, uma das BMW M3 durante a etapa dos treinos, teve o seu motor estourado, pois a nossa gasolina batisada com alcool havia digerido totalmente um dos seus pistões. Para completar, os alemães senhores absolutos de sua auto suficiência desmedida, não trouxeram sequer peças de reposição para os motores.
Ai entra o jeitinho brasileiro, quando um dos técnicos da Regino descobre que em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, andava  pelas ruas uma BMW M3 identica a dos alemães. Com um pouco de conversa, o tal proprietário do interior cede emprestado o motor da sua BMW M3, e fica então resgatada a moral do time germânico.
Iniciada a corrida, o stock de Adalberto Jardim e Paulo Marino toma a dianteira e já na terceira volta punha uma volta de vantagem sobre um retardatário. Tamanha disposição leva o stock a abrir logo o bico, passando a dianteira então para o Mustang da dupla Casarini – Greco.  Dava gosto de ver a corrida pelo ritmo alucinante dos primeiros colocados, até que pouco a pouco foram cedendo os seus lugares para as BMW M3 não tão rápidas, mas constantes e resistentes. Quando tudo parecia que ia dar a dobradinha da equipe germânica, após oito horas de corrida BMW que era pilotada por Ingo Hoffmam e os alemães B. Effinger e Franz J. Prangemeir, estoura o motor, porem desta vez,  por  culpa do gringo Effinger que empolgado não se da conta da luz espia acesa indicando quebra da correia da bomba d’água.
Após 13 horas de disputa, exatamente à 01:00 da manhã de domingo, cruza a linha de chegada em primeiro lugar a BMW M3 com motor emprestado, pilotada pelo brasileiro Claus Heitkotter e pelos alemães M. Gindorf e J. Weiss, seguido pelo sensacional Voyage 1800 da dupla Boer e Lykouropoulos ( mostrando aos grandalhões da stock, que tamanho não é documento) e em terceiro o combativo Mustang dos cariocas Paulo Lomba, R. Aranha e J.Botelho.
fatos interessantes:

- a esquadra alemã de nome Nimex, volta vencedora graças a um motor emprestado e que já estava acostumado andar em primeira, segunda e terceira nas ruas de paralelepípedo da nossa querida Ribeirão Preto.

- mais uma vez eu tive a grande oportunidade de seguir esta corrida  do lado de dentro do palco ou seja; nos bastidores e camarins,  e mais uma vez presenciei e senti na própria pele que nem sempre a credencial que você tem e que foi obtida junto a direção da prova não é a que vale para  os "intransigentes e despreparados  seguranças”. Hoje, graças a tecnologia com seus cartões magnéticos e lógico um melhor preparo do pessoal de segurança e suporte, estes fatos “não ocorrem mais”.

- dos três Aldees que largaram e que vinham de um ótimo retrospecto da ultima Mil Milhas ( 19ª MM de 1990 ) o pilotado pelos Jimenes ( pai e filho) e pelo César Garcia Samos foi o melhor colocado, chegando em sexto lugar na geral , apesar de ter largado na 31ª posição.

- uma das atrações da prova, foi o Chevete ( hibrido) com motor 2.0 turbinado . Pilotado pro Silvio Zambelo, Fernando Rebellato e Jose R. Fiamingh, este carro chegou a brigar no primeiro pelotão, pois seu motor nada devia ao dos Opalões da stock.

- o fraquíssimo desempenho e depois abandono do protótipo Aurora foi uma das decepções da corrida. Pilotado por Atilla Sipos e Lineu Linardi com um motor turbo de 2000 cilindradas, mesmo largando na 9ª posição, já na 20ª volta parava seguidamente para reparos.

- outra decepção, foi o protótipo Lola T163 Avallone Crysler pilotado por Antonio carlos Avallone, que acabou nem chegando a formar no grid.

MUSTANG DE CASARINI E GRECO

                              VOYAGE 1.8 DE LYKOUROPOULUS E BOER                         

VENCEDOR NA CATEGORIA "A"  DA  MIL MILHAS ANTERIOR,  ERA FAVORITO, MAS PAROU POR PROBLEMAS MECANICOS.

OPALA DE CAMILO CRISTOFARO UM DOS FAVORITOS QUE TAMBÉM NÃO TERMINOU POR QUEBRA.

PROTOTIPO ALDEE  DA FAMILIA JIMENES ( PAI E FILHO ) E SAMOS, MELHOR COLOCADO ENTRE OS PROTÓTIPOS ALDEES E SEXTO NA GERAL .

MUSTANG DO PAULO LOMBA, J.BOTELHO E ARANHA, TERCEIRO COLOCADO, TERMINOU BRAVAMENTE A CORRIDA COM O MOTOR RAJANDO OS CINCO CILINDROS RESTANTES.

PROTOTIPO AURORA 2000 ESTREOU COM ATILA SIPOS E L.LINARDI, TAMBÉM NÃO TERMINOU A CORRIDA.


CLASSIFICAÇÃO FINAL

1.    Heitkotter/Gindorf/Weiss  -  BMW M3  -  372 voltas
2.    Lykouropoulus/Boer  -  VOYAGE 1.8  -  366 voltas
3.    Lomba/Botelho/Aranha  -  MUSTANG  -  363 voltas 
4.    Alves/Tarso  -  OPALA   -  361 voltas
5.    Bonini/Alves/Pimenta  -  OPALA  -  350 voltas
6.    Jimenes/Samos  -  ALDEE  -  346 voltas
7.    Mita/Astolfo/Campos  - VOYAGE  -  345 voltas
8.    Jacobi/Caruso   -  VOYAGE  -   345 voltas
9.    Carta/Kowalczuko  -  GOL  -   341 voltas
10.  Santos/Souza/Helou  -   PASSAT  -   337 voltas 

A minha opinião sobre o que esta Mil MIlhas representou, levando em consideração o momento socio ecônomico do Brasil naquele inicio da decada de 90.

A 21a Mil MIlhas de 1992, veio simplesmente confirmar um discurso de 1990 do então Presidente do Brasil  ( pouco tempo depois deposto ), que os carros do Brasil eram verdadeiras carroças. A vitória de um carro BMW M3 normal sem preparo nenhum para competição esportiva, frente  as nossas máquinas tupiniquins com mais do dobro de potência,  passou o atestado definitivo da nossa falência  tecnologica ( bem entendido considerando o ano de 1992 ).  O positivo foi o inicio do processo de abertura que dai para frente ocorreu, derrubando as barreiras do protecionismo e imobilismo, elevando a nossa industria automobilistica  ao mesmo patamar tecnológico das demais e consequentemente com lucro para o automobilismo esportivo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

AUTOMOBILISMO BRASILEIRO


CORRIDAS DE RUA

CLIP DOS 500 KMs DE PORTO ALEGRE DE 1962



MONTADO E PUBLICADO NO YOUTUBE 

POR HIPERFANAUTO EM 10/02/2012 E DIVULGADO 

NO BLOG " HISTÓRIA QUE VIVEMOS " EM 13/02/2012


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

AUTOMOBILISMO

75 ANOS DE T.C  -  cap. 11

FALCON OFICIAL



TERMINAVA A DÉCADA DE 60, TERMINAVA TAMBÉM A HEGEMONIA DOS “TORINOS”,  OU SEJA A ERA DAS VELOZES “LIEBRES”.

EM 1973 COM O OBJETIVO DE LIMITAR A VELOCIDADE FINAL DOS CARROS QUE JÁ BEIRAVA A 250 KM/H,  FOI INSTITUÍDA UMA FLANGE LIMITADORA QUE DEVERIA SER ACOPLADA AOS CARBURADORES, DE TAL FORMA QUE O LIMITE MÁXIMO DA VELOCIDADE CHEGASSE A 220 KM/H.

NESTE CENÁRIO DE COMEÇO DE DÉCADA, A FORD ATRAVÉS DE UMA EQUIPE OFICIAL RETOMA A HEGEMONIA NA CATEGORIA TURISMO CARRETERA ARGENTINO,  CONQUISTANDO DE FORMA CONSECUTIVA NO PERÍODO DE 1972 A 1978  OS TÍTULOS DO CAMPEONATO ARGENTINO DE T.C

A FORD HAVIA MONTADO UMA EQUIPE EXCEPCIONAL, QUE TINHA JOSÉ MIGUEL HERCEG NA PREPAPRAÇÃO DOS CARROS, UM MODELO COMPETITIVO QUE ERA O FORD FALCON E PILOTOS DE CATEGORIA E EXTREMAMENTE VELOZES, QUE ERAM O HECTOR GRADASSI, ESTÉFANO NASIF ( QUE EM 1973 LAMENTAVELMENTE VEIO A FALECER EM UM ACIDENTE ) E JUAM MARIA TRAVERSO ( QUE VEIO SUBSTITUIR ESTÉFANO).

AINDA COM RELAÇÃO AO PILOTO ESTÉFANO NASIF, DURANTE  A  TEMPORADA DE 1973 QUANDO DO SEU FALECIMENTO, O MESMO LIDERAVA O CAMPEONATO POR UMA EXPRESSIVA MARGEM DE PONTOS, FATO QUE ACABA LHE CONFERINDO O TITULO DE CAMPEÃO  - O PRIMEIRO E ÚNICO CAMPEÃO POST-MORTEM.






  
OS “FALCONS” OFICIAIS TINHAM O CHASSI REFORÇADO E INICIALMENTE ERAM MONTADOS COM A CAIXA DE CAMBIO ZF , QUE LOGO DEPOIS FOI SUBSTITUÍDA PELA “SÁENZ”. OS DIFERNCIAIS ERAM DO UTILITÁRIO FORD RANGER, OS FREIOS DIANTERIOS DO FORD FAIRLANE E OS TRASEIROS DO TORINO. A POTÊNCIA DOS MOTORES PREPARADOS POR HERCEG CHEGAVA A 255 HPS,  ANDAVAM UMA BARBARIDADE ATINGINDO COM FACILIDADE AOS 260 KM/H QUANDO CALÇADOS COM PNEUS MICHELIN.




DURANTE O PERÍODO DE 1972 A 1978, A EQUIPE OFICIAL DA FORD GANHOU TODOS OS TÍTULOS DO CAMPEONATO ARGENTINO DE T.C SENDO: HECTOR GRADASSI ( 1972, 1974, 1975 E 1976 ) ESTÉFANO NASIF ( 1973 ) E TRAVERSO ( 1977 E 1978 ) E FORAM UTILIZADOS PELA EQUIPE 16 FORD FALCON.






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sábado, 16 de março de 2013

AUTOMOBILISMO

75 ANOS DE T.C  -  cap.10

LAS LIEBRES  


LIEBRE” ERA O NOME QUE IDENTIFICAVA OS  CARROS “RENAULT TORINOS 380W”  PREPARADOS PELA DUPLA ORESTES BERTA E HERIBERTO PRONELLO, NO FINAL DA DÉCADA DE 60, QUANDO AS ALTERAÇÕES DO REGULAMENTO TÉCNICO PARA A CATEGORIA “TURISMO CARRETERA ARGENTINA”  PREMITIAM MAIORES LIBERDADES NA CONCEPÇÃO E PREPARAÇÃO DOS CARROS.

MAIS PRECISAMENTE EM 1967, A “IKA – INDUSTRIAS KAISER ARGENTINA” FABRICANTE DO “RENAULT TORINO 38W” , DESALENTADA COM OS RESULTADOS DA TEMPORADA DE 1966,  CONTRATOU “ORESTES BERTA” PARA QUE O MESMO MONTASSE UMA EQUIPE COMPETITIVA PARA A MARCA.
TRABALHANDO INTEGRALMENTE NESTE PROJETO, “BERTA” CHAMOU OS PILOTOS; EDUARDO JOSE COPELLO, HECTOR LUIS GRADASSI E JORGE JUAN TERNENGO  E FORMARAM UM ESQUADRÃO DE “TORINOS 380W” DENOMINADO “CGT” QUE ACABARAM DOMINANDO TODA A TEMPORADA.
INICIALMENTE A ORIENTAÇÃO, ERA DE QUE ESTES  “TORINOS 380W” RESPEITASSEM AO MÁXIMO A, LINHA ORIGINAL DO SEDAN “RENAULT TORINO 380W ” PARA QUE O PÚBLICO TIVESSE UMA MELHOR IDENTIFICAÇÃO DO CARRO.


POREM COMO O REGULAMENTO PERMITIA UMA SERIE DE LIBERDADES NA PREPARAÇÃO DOS CARROS, O ESPIRITO INQUIETO E CRIATIVO DE ORESTES BERTA, INTRODUZIU NO “TORINO” QUE SERIA PILOTADO POR “COPELLO”, UM NOVO CAPO DE PERFIL MAIS AERODINAMICO, QUE DE IMEDIATO LHE PERMITIU UM GANHO DE “ 5KM/H “ A MAIS NA VELOCIDADE FINAL. ESTE CARRO VIRIA A SER A PRIMEIRA VERSÃO DAS FAMOSAS “LIEBRES”.


AINDA DURANTE A TEMPORADA DE 1967 O DESENVOLVIMENTO DA AERODINAMICA E MECANICA DAS “LIEBRES” ACONTECIA DE FORMA RÁPIDA, E GRAÇAS A UM FANTÁSTICO TRABALHO  DE “HERIBERTO PRONELLO” NO DESENHO DE UMA NOVA CARROCERIA, ERA APRESENTADA UMA NOVA VERSÃO DAS “LIEBRES” OU SEJA O MODELO LIEBRE II TAMBÉM CONHECIDA POR “PACHAMAMA”.


ESTE MODELO ERA DE UM CARRO CONCEBIDO ESPECIALMENTE PARA COMPETIÇÃO, UTILIZAVA O CHASSI, O CÂMBIO, A SUSPENSÃO E CONJUNTO MOTOR DIFERENCIAL DO TORINO 380W, E SEGUIU VITORIOSAMENTE NAS PISTAS.

PARA O ANO DE 1968, ORESTES BERTAS FORMA A EQUIPE BARDHAL COM OS PILOTOS EDUARDO COPELLO E NASIF ESTEFANO OS QUAIS TEEM DE SE ESFORÇAR MUITO PARA MANTER A COMPETITIVIDADE DAS LIEBRES, FACE AO GRANDE AVANÇO DOS MOTORES CHEVROLET  E  CARLOS PAIRETTI COM O “TRUENO NARANJA” O QUAL  ACABA VENCENDO A TEMPORADA DE 1968 A FRENTE DAS “LIEBRES"





PARA A TEMPORADA DE 1969, AS LIEBRES RECEBEM UM NOVO DESENHO AERODINAMICO MANTEM A MESMA MECANICA DO MODELO ANTECESSOR. 




UMA DEZENA DE CARROS DESTA VERSÃO DENOMINADA “LIEBRE III”  TODAS COM MOTOR TORNADO DE SEIS CILINDROS EM LINHA, CILINDRADA DE 3980 cc, 250 HP DE POTÊNCIA E 5400 RPM, DOMINAN POR COMPLETO O CAMPÉONATO, SAGRANDO-SE VENCEDOR DO MESMO O PILOTO GASTON PERKINS.



QUATRO VERSÕES INTEGRARAM AS FAMOSAS “LIEBRES” BASEADAS NA MECANICA DO “TORINO 380W” E TODAS FORAM SEMPRE MUITO COMPETITIVAS.


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

AUTOMOBILISMO

75 ANOS DE T.C  -  cap. 9

el CUADRADO de PEDUZZI



A PRINCIPIO, O PROJETO DO “EL CUADRADO” ESTAVA VOLTADO PARA  A CONSTRUÇÃO DE UM MODELO “HOT ROD” NOS MESMOS MOLDES DOS "HOTS AMERICANOS", UM VELHO CHASSI,  UMA CLÁSSICA CARROCERIA RECORTADA E UM MOTOR POTENTE SUPERALIMENTADO.
ASSIM NASCIA O “EL CUADRADO”, UM CHASSI CHEVROLET DE 1929 COM A SUA CARROCERIA TIPO CRISTALEIRA (QUADRADA ) E A PARTE MECÂNICA HERDADA DE UMA “CUPECITA CHEVROLET” QUE FELIX ALBERTO PEDUZZI  HAVIA PILOTADO E GANHO O GRANDE PREMIO DE T.C ARGENTINO DE 1962.

NA FASE DE TESTE DO “EL CUADRADO”, O SEU ÓTIMO DESEMPENHO SURPREENDEU A TODOS AQUELES QUE TIVERAM PARTICIPAÇÃO NO PROJETO DE CRIAR UM “HOT ROD” DE USO CIVIL.
NASCIA ENTÃO NAQUELE MOMENTO,  UM NOVO AUTO DE COMPETIÇÃO QUE FARIA PARTE DA POPULAR CATEGORIA  AUTOMOBILÍSTICA DA ARGENTINA, A  “T.C -  TURISMO CARRETERA”.


POR TER UMA CARROCERIA QUADRADA DE AERODINÂMICA POUCO ORTODOXA PARA OS VEÍCULOS DA CATEGORIA T.C DA DÉCADA DE SESSENTA (ÉPOCA EM QUE A CATEGORIA ENTRAVA NUM PROCESSO DE EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA), O “EL CUADRADO”  SE DESTACAVA ENTRE TODOS OS DEMAIS.  
A DESPEITO DA PENSAMENTO DE MUITOS DE QUE TAL AUTO JAMAIS TERIA UM BOM RESULTADO ESPORTIVO, O RESPEITO  PELO “EL CUADRADO” VEIO APÓS A SUA PRIMEIRA E ÚNICA VITÓRIA EM 10/04/1966 NO AUTÓDROMO DE RIO CUARTO NA PROVÍNCIA DE CÓRDOBA A FRENTE DE GRANDE NOMES DA ÉPOCA.



A FALTA DE AERODINÂMICA DA SUA CARROCERIA QUADRADA, ERA COMPENSADA POR ELA SER MUITO LEVE (APESAR DE BEM REFORÇADA) , POR UM CHASSI EXTREMAMENTE FLEXÍVEL  QUE PERMITIA UMA BOA DIRGIBILIDADE E; UMA ÓTIMA RELAÇÃO PESO POTÊNCIA EM RELAÇÃO AOS SEUS RIVAIS DE PISTA.



UMA DAS CARACTERÍSTICAS MAIS INTERESSANTE DO “EL CUADRADO”, ERA DE QUE O PROJETO DA SUA SUSPENSÃO FORA  FEITO CONSIDERANDO APENAS A PARTICIPAÇÃO DO CARRO EM CIRCUITOS TIPO “AUTÓDROMOS”, ONDE A MAIORIA DAS CURVAS ERAM SEMPRE A DIREITA.
EM RAZÃO DE INUSITADO FATO, O “EL CUADRADO”  NÃO PARTICIPAVA DE CORRIDAS EM CIRCUITO DE RUA OU ESTRADA, PELO RECEIO DO MESMO SE DECOMPOR.



ESTE MODELO NAS MÃOS DE RICARDO PEDUZZI ( FILHO DE  FELIX, O  DONO DA "CUPECITA" QUE FORNECEU A PARTE MECÂNICA PARA O “EL CUADRADO”),  POR MUITO TEMPO PARTICIPOU DE  COMPETIÇÕES DO CAMPEONATO ARGENTINO DE T.C, SEMPRE COM DESEMPENHO EXCEPCIONAL CONSIDERANDO SEUS OPONENTES DE TECNOLOGIA MAIS ATUALIZADA,  ATÉ QUE EM 1969, O REGULAMENTO NÃO PERMITIRIA MAIS A SUA PARTICIPAÇÃO EM COMPETIÇÕES DO CAMPEONATO ARGENTINO DE T.C.





COM A PROIBIÇÃO, A PRIMEIRA IDÉIA DE RICARDO PEDUZZI ERA VENDER O “EL CUADRADO” O CARRO QUE HAVIA SE TORNADO UM DOS “AUTOS MAIS EMBLEMÁTICOS DA T.C ARGENTINO”.

NÃO MUITO CONVENCIDO DA IDÉIA INICIAL DE VENDER O “EL CUADRADO” POIS O MESMO HAVIA LHE DADO GRANDES RECORDAÇÕES E ALEGRIAS, RICARDO PEDUZZI  SUBSTITUI O MOTOR CHEVROLET SEIS CILINDROS, POR UM TORNADO INTERCEPTOR  DE 7 BANCADAS E PARTICIPA DO " CAMPEONATO ZONAL - TORNEO T.C DEL OESTE DE 1972 " SAGRANDO-SE VENCEDOR DO MESMO. 



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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

AUTOMOBILISMO

75 ANOS DE T.C - cap 8

FORD FALCON - EL ANGOSTADO


MODELO ARTESANAL DE GUSTAVO AMBROSIO (gauchomodels.blogspot.com.br)


1967 APARECE PELA PRIMEIRA VEZ NO CAMPEONATO ARGENTINO DE TURISMO CARRETERA, UM FORD FALCON ANGOSTADO  ( ESTREITADO –  LARGURA ORIGINAL DA CARROCERIA REDUZIDA EM 5 CM DE CADA LADA) COMO RESPOSTA DA FORD ARGENTINA  PARA COMPETIR COM OS TURISMO CARRETERA CADA VEZ MAIS COMPETITIVOS. 
COM  A REDUÇÃO DE 5CM DE CADA LADO DA CARROCERIA, O FORD FALCON TINHA MENOR RESISTÊNCIA AO AR OU SEJA MAIOR PENETRAÇÃO AERODINÂMICA ALIADA A UMA MAIOR PERFORMANCE COM A COLOCAÇÃO DE UM MOTOR FORD F100 V8 COM POTÊNCIA DE 300 HP QUE O LEVARIA A UMA VELOCIDADE MÁXIMA APROXIMADA DE 260 – 270 KM/H.


A ÚNICA PRIORIDADE NA PREPARAÇÃO DO CARRO ERA MANTER A ESTÉTICA DO FORD FALCON, POIS O MODELO ( ORIGINAL 6 CILINDROS) TINHA UMA ÓTIMA ACEITAÇÃO JUNTO AO PÚBLICO, E PARA A FORD ARGENTINA, ERA FUNDAMENTAL QUE COM O MODELO DE COMPETIÇÃO  NÃO SE PERDESSE A IDENTIDADE "FORD FALCON".

DURANTE TODO O CAMPEONATO DO ANO SEGUINTE ( 1968 ), UM MODELO DO FORD FALCON "EL ANGOSTADO",  PREPARADO EXCLUSIVAMENTE PELO DEPARTAMENTO DE COMPETIÇÕES DA FORD, E PILOTADO CARMELO GALBATO  TEVE UMA ATUAÇÃO DESTACADA NO CAMPEONATO ARGENTINO DE TURISMO CARRETERA. 
APESAR DE NÃO GANHAR O TITULO, A UTILIZAÇÃO DESTE CARRO FOI FUNDAMENTAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO MOTOR F100 V8 DE 4000 cc. COM ESTE CARRO, CARLOS GABALTO CHEGOU  AO RECORDE DE VELOCIDADE AO ATINGIR 268 KM/H .





OUTRO PILOTO A CONDUZIR UM EL ANGOSTADO COM O APOIO DA FORD, FOI 
CARLOS REUTEMAMN. 


OBTENDO O SEGUNDO LUGAR EM SACAPUNTAS



CARLOS REUTEMANN COM UM FORD FALCON ANGOSTADO E 
CARLOS PAIRETTI COM UM TRUENO NARANJA.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AUTOMOBILISMO

75 ANOS DE T.C  -  cap. 7

TRUENO NARANJA
CARLOS PAIRETTI



O “TRUENO NARANJA”, ERA UM CARRO DE CORRIDA, PROJETADO PARA CORRER NA CATEGORIA “TURISMO CARRETERA ARGENTINA” DOS ANOS 60.  SEU MOTOR ERA UM CHEVROLET 250 COM SETE MANCAIS PREPARADO POR HORACIO STEVEN,  E PESAVA CERCA DE 400 Kg.  A MENOS QUE OS DEMAIS CARROS DA CATEGORIA, O QUE LHE PERMITIA UMA INCRíVEL ACELERAÇÃO.



O TRUENO,  ERA UMA EVOLUÇÃO DO PROTOTIPO “BAUFER” QUE HAVIA SIDO CRIADO PARA A EQUIPE OFICIAL DA FORD, QUE APÓS O TRÁGICO ACIDENTE QUE VITIMOU O PILOTO "OSCAR CABALÉN" E SEU CO-PILOTO “ATILIO VIALE DEL CARRIL” DESCARTOU O MESMO.


BAUFER - FORD

EM 1968, “CARLOS PAIRETTI” PILOTANDO O “TRUENO NARANJA” VENCE O CAMPEONATO ARGENTINO DE T.C, COM QUATRO VITÓRIAS DAS 11 PROVAS DISPUTADAS, E DESBANCA OS “TORINOS” QUE ATÉ ENTÃO VINHAM SENDO IMBATÍVEIS NAS CORRIDAS DE TURISMO CARRETERA.







EM 1969,  PAIRETTI  VOLTA A COMPETIR COM O “TRUENO NARANJA” PARA DEFENDER O SEU TITULO DE CAMPEÃO DO T.C,  POREM UMA NOVA ARMA LETAL ESTAVA SENDO LANÇADA PELA “IKA – INDUSTRIA KAISER ARGENTINA” QUE ERA O CARRO “LIEBRE MKIII TORINO” QUE ESTAVA SENDO APRESENTADO PELO PILOTO “GASTON PERKINS” QUE VIRIA A SER O CAMPEÃO DE 1969.


LIEBRE MK III - TORINO


“PAIRETTI” VENDO QUE O “TRUENO NARANJA” NÃO PODERIA ENFRENTAR ESTA NOVA MÁQUINA,  SUBSTITUI O “TRUENO” POR UM “LIEBRE MKIII” POREM COM O MOTOR CHEVROLET.

CURIOSIDADE -  SEGUNDO PALAVRAS DE “PAIRETTI”:
  • ERAM DUAS HORAS DA MANHÃ, E NÃO HAVIA NENHUMA OFICINA DE PINTURA FUNCIONANDO, QUANDO ENTÃO FOI DECIDIDO PINTAR O “TRUENO” NA PRÓPRIA OFICINA.
  • POREM NA OFICINA SÓ ENCONTRARAM TRES CORES DISPONÍVEIS, UM LITRO DE ROSA, UM LITRO DE MARELO E UM LITRO DE BRANCO.
  • O RESULTADO DA MISTURA DAS TRES TINTAS,  DEU EM “LARANJA” MUITO BONITO E CHAMATIVO, MAS QUE APÓS A UTILIZAÇÃO DO MESMO NÃO FOI MAIS POSSÍVEL REPETIR A COR.


HORACIO STEVEN CONSTRUIU AINDA MAIS UM TRUENO,  QUE VIRIA A SER O “TRUENO DOURADO” PARA O PILOTO “CACHO FANGIO”.

  
CARLOS PAIRETTI, NASCEU EM 17 DE OUTUBRO DE 1935, INICIOU SUA CARREIRA NO AUTOMOBILISMO NACIONAL ARGENTINO, EM  25 DE MARÇO DE 1962 EM UMA PROVA DE TURISMO CARRETERA.
EM 14 DE AGOSTO DE 1978 APÓS PASSAGEM PELAS CATEGORIAS; “TURISMO CARRETERA ARGENTINO” ( DEFENDENDO PRIMEIRAMENTE A MARCA CHEVROLET E DEPOIS A MARCA FORD),  FORMULA TRÊS EUROPEIA E FORMULA INDY,  "CARLOS PAIRETTI" RETIRA-SE DEFINITIVAMENTE DO AUTOMOBILISMO ESPORTIVO,  PILOTANDO EM SUA ULTIMA PARTICIPAÇÃO, UM  “T.C DODGE GTX”.

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